Loucuras de Natal
1 - Empurrarem o peso do galho e das folhas da lichia, pra "compensar" o precinho camarada que eles anunciam. Sim, beware aqueles que forem comprar no Mercadão, tem gente fazendo isso, lá.
2 - Ter que aguentar equipe de televisão trombando na gente em TUDO que é lugar: Mercado, Shopping, feira, praça... sério, o que tem estagiário de jornal regional desesperado pra ser efetivado neste final de ano não tá no gibi.
3 - Ler uma matéria de crítica gastronômica de RABANADA no Guia da Folha. Comer rabanada em restaurante é coisa pra quem é órfão de TUDO, inclusive de fogão.
Pô, no meu tempo rabanada era resto: o resto do pão, com o resto dos ovo (aliás, detalhe, dá perfeitamente e é gostoso fazer a dita-cuja só com as claras que sobram da inefável pincelagem de tortas e roscas), com o resto do leite, e do açúcar. Era coisa que se fazia em domingo de manhã, pra adoçar o bico da criançada e pra fazer desculpa de comer coisa gostosa pra quem não come doces, porque rabanada sem açúcar, especialmente se for feita com pão italiano, é assim uma dilíuça, privativa das mesas elegantes MESMO. Desde meus, sei lá, 10 anos de idade eu prefiro rabanada desse jeito. E não, nunca botei sal no negócio, eu tenho uma sensibilidade a sal danada, o do pão pra mim já tá bom. Quem tiver dente salgado, como a minha mulher, sinta-se avonts.
4 - Ler, na tal crítica da rabanada dos aflitos (porque, reitero, aflito é aquele que não tem quem lhe faça uma, nem tenha uma espiriteira, meio ovo, 3 culé de leite e uma fatia de pão drumido à mão), a expressão "Calórico e delicioso". Alguém, um dia desses, qualquer, vai ensinar pra esse povo anoréxico e ingrinoranti do jornalismo brasileiro que as únicas coisas não calóricas DO MUNDO são o ar, a água pura e a Coca Light (sim, porque a Zero tem uma ou duas calorias por litro).
5 - Ler, em outra história de horror natalina, que existe, agora, a Pizzatone. Sim, é uma pizza doce com frutas cristalizadas em cima. E o Pasteltone. Entre várias outras aberrações. Eu conheço UMA pessoa que é capaz de comer essas coisas e ainda dizer que está uma delícia, mas isso porque ela tem pobrema, tadinha.
6 - Ir comprar roupa de praia numa loja pra mulheres GORDAS, que ANUNCIA ter roupa até o tamanho 56, e ver a minha mulher, QUE NEM GORDA É, ter que comprar um maiô 50, porque os descarados dos donos da loja só vendem maiô pra quem tem até 1,30m de altura, sem contar a curva da barriga.
Por conta desse tipo de aberração, Jessica Luchesi, que tem 1,75 e sei lá qualquer coisa, vai ter que ir na praia com um maiô 2 tamanhos maior.
E eu vou de biquíni.
E FODA-SE quem achar ruim de ver meu barrigão à mostra: tá incomodado, vai reclamar que não tem padronagem de tamanho no Brasil lá no Congresso, na casa do Bispo Macedo, ou na oreia da pqp. E sinta-se feliz que não é fio-dental.
7 - Ler 2875000 manés e creuzas fazendo cruzada contra o consumo de álcool, porque beber faz a pessoa virar alcóolatra.
Interessante, EU bebo e não sou alcóolatra. Minha mulher bebe, e também não é. Será por que, ao invés da maioria dos imbecis que tem por aí, nós bebemos pra sentir o sabor da bebida, e não pra ficar bêbadas e sair vomitando nos outros? Será que a gente não exagera, não dirige depois de beber, nem bebe quando vai dirigir, porque ao invés de fazer como quem tem a autoestima abaixo do cocô da cobra, a gente tem autocontrole e não se entope de mé, mesmo que tenha algum amigo bob esponja (*) junto? Será que a falta de EDUCAÇÃO e CIVILIDADE não geram mais alcóolatras que o simples fato de existir cerveja e pinga pra vender?
Responder isso ninguém quer, até porque a quantidade de vagabundo maconheiro que usa o fato de existirem estatísticas relacionando o consumo ABUSIVO de álcool com a violência urbana, pra tentar se fazer de santinhos, não tá no gibi.
(*) Amigo Bob Esponja: aquela pessoa que você adora, é teu amigo do peito, mas que você sabe que, estando à vontade em presença de álcool, enxuga o caneco até ficar ictérico.
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