Sal da Terra

segunda-feira, 6 de outubro de 2008

Que seja eterno enquanto dure

Uma vez, não muito tempo atrás, me perguntaram se era apaixonada pela Fotografia.

Respondi que não, que a paixão já se foi faz tempo.

Paixão dura pouco tempo, expliquei. Não sobrevive a crises, a choros, a brigas. Paixão não dura a vida toda, a não ser na voz do poeta.

Não, eu amo a Fotografia.

Amor maduro, de balzaquiana como sou, de quem curte as rugas no rosto, os calos nas mãos, o cheiro de café na manhã, e suporta as noites mal dormidas. Mas amor verdadeiro, onde a realidade do dia a dia, não matou o prazer intenso e sublime da criação; os momentos ofegantes que nos levam a exaustão, de selvageria, de calor, de suor, de se sentir consumida como a vela que queima com vigor incandescente.

Não, meu amigo, eu amo a Fotografia.

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